sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009 - Preciso aprender tudo de novo!

Está começando mais um ano e o balanço geral de 2008 é estarrecedor.
Sinto-me ainda debilitada e chocada com tudo que aconteceu,
Dói tanto a saudade que tenho do Ailton e dos seus lindos filhos.
É tão difícil recomeçar!
Mas se Deus está me provando, só posso pedir como a canção do Logos diz:
“Senhor, se estou por ti sendo provada, quero aprovada ser agora...
Dá-me mais graça, Senhor, dá-me mais graça.
Passa os teus dedos nos meus olhos, vem me consolar”
A ferida ainda está aberta, meus olhos ainda não controlam as lágrimas,
Meu coração, além da dor, sofre com a perseguição de outrora.
Mas eu creio que “verei o meu Redentor e que ele por fim, voltará”
E quando ele chegar vou adorá-lo
E vou abraçar tanto o Ailton e todos os outros que já estão na Terra Prometida...
Mal posso esperar por esse dia.
Por enquanto, estou tentando aprender com essa dor.

Meu aniversário de 35 anos (26/04/2008)

A minha dor não é eterna
O meu luto também não
A tristeza não é eterna
A morte de meu querido irmão e filhos não é eterna
Nem a minha angústia, junto com a vontade de gritar.
Eterno é o amor que sinto pela minha família
Eterna é a minha certeza
Eterna é certeza de que meus amados são eternos também.
Eterna é a vida.
Eterno é o céu.
Não me peça para não chorar a morte física,
Não me peça para esquecer o que é inesquecível.
Não me peça para esquecer aquele jeito carinhoso do Ailton,
Não me peça para esquecer os furos da Kátia
Não me peça para esquecer a maturidade da Bruninha
Não me peça para esquecer o pequeno Caio
Estou apenas gastando as lágrimas... que não são eternas.
Hoje eu choro, na ânsia de entrar na eternidade, enquanto padeço neste corpo mortal
"Jesus chorou" ao ver que os seus sofriam, ele se compadece da minha tristeza
Ele se alegra na minha alegria.
Hoje comemoro meu aniversário bastante triste e saudosa
Com a certeza de que minhas lágrimas serão enxugadas...
Eternamente

Lembranças de casa (Texto de Janeiro 2008)

Eu sou a Meire
Venho de uma família grande.
Me casei com o Mário
Que também tem uma grande família.
Temos uma filha, a Rebeca.
Logo, ela tem muitos tios e primos.
Me lembro da minha casa.
Da infância na Vila Rubi e depois no Jardim Bela Vista
Lembro das músicas,
Lembro do Vencedores Por Cristo,
Do Grupo Elo e do Grupo Logos.
Lembro da Adolescência e das novas bandas.
Lembro do violão, das canções na calçada.
Lembro do culto doméstico.
Lembro da família cantando.
Lembro de quando isso tudo parecia não ter muita importância.
Vivíamos sem perceber o valor daqueles momentos.
Lembro quando a casa começou a ficar vazia,
Mas ao mesmo tempo ficou mais cheia.
Hoje essa lembrança me faz chorar...
Perdemos o Ailton e a família linda que ele formou.
Perdemos todos, de repente, sem perceber...
Sem despedidas...
Sem tempo para tentar impedir.
Que saudades!
Perdemos a Bruna, linda, prestativa e esperta.
Perdemos a Kátia que chegou e cativou a todos.
Perdemos o Caio, lindo, meigo e risonho.
Sem o Ailton a vida ficou tão triste.
Não temos mais as suas canções.
Não temos mais aquele jeitinho especial de tocar piano.
Não temos mais o seu sorriso e nem as suas lágrimas

......

Lembro muito da nossa casa...
Sinto saudades!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vazio!

Vaziooooo

Buuuu!

Toc, toc!

AAAAAAAhhhhhhhhhhhhhhhhh!

E agora? O que eu faço? Não atende!

Estranho...

... ... ...

Sempre tá cheio!

Mas acho que sempre tá cheio de vento, porque aqui dentro não tem nada.

Tenta de novo, por favor!

OOOO................. (ooooo)

Viu? Não tem nada.

Então, vai dormir, senão amanhã vai escrever de novo sobre o sono.

Até mais.................. (até mais mais mais mais.........)

domingo, 14 de setembro de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sono

— Boooommm Diiiiiaaaaa! (disse o sol com aquele amarelão)
— mmmmm, vai ver se estou na China.
— Acabei de chegar e lá você não estava, não.
— Então se esconde atrás de uma nuvem qualquer e larga do meu pé.

— Cocóricóóóóóó! (Acordaaaaaa!), disse o galo.
— zzzzzzzzzzz
— Cocóricóóóóóó! (Acordaaaaa!), de novo disse o galo.
— zzzz... mais 10 minutos. zzzzz onde seleciono "soneca" em você, hein?
— Hum????


Essa bobeirinha é só para lembrar que eu sempre estou com sono, muito sono.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O aconchego do lar

Numa linda manhã, uma garotinha foi brincar na casa da amiga,
mas lá tinha um cachorro e ela tinha muito medo.
Apesar da insistência de que o cachorrinho era manso
e do esforço de todos, ela não se sentia segura.
Somente ao chegar em casa ela teve descanso de sua angústia.
Encontrar o aconchego do lar e o colo da mãe foi um santo remédio
para a frágil garotinha que estava até sem ar.

Numa tarde de sol, uma moça saiu de casa acompanhada do namorado,
mal sabia ela que encontraria no caminho um cachorrinho (pra ela um cachorrão)
Sim! Ela tinha medo de cachorro.
Foi terrível passar por aquele cachorro, mas ela não podia parar
tinha de chegar ao seu destino e depois voltar.
Ela foi e voltou em silêncio, o caminho pareceu duas vezes mais longo.
Quando por fim chegou à sua casa, colocou ali fora as suas compras e desabou em lágrimas.
Ali no aconchego do lar ela podia chorar e se consolar nos braços de sua mãe.

Numa noite escura demais, uma mulher teve de atravessar um vale de sombrar e pavor.
Não havia cachorros, mas sim uma enorme e cortante dor.
Enquanto atravessa esse vale, ela corre,
pois está com pressa de chegar ao seu lar
No aconchego e carinho do Pai
Depositar diante dele a sua bagagem
E em seu colo descansar.

"Quando o coração se me amargou
e as entranhas se me comoveram,
eu estava embrutecido e ignorante;
era como um irracional à tua presença.
todavia, estou sempre contigo,
tu me seguras pela minha mão direita.
tu me guias com o teu conselho
e depois me recebes na glória"


PS: Mas ela ainda tem medo de cachorro, esse é um dos descansos que terá ao chegar no lar.